
O spread bancário é a diferença entre a taxa de juro que os bancos pagam na captação do dinheiro dos investidores e a taxa de juro que cobram pelos empréstimos. O Banco Central diminui o deposito compulsório e a taxa Selic quando quer criar consumo e aumentar a produção e o emprego.
As medidas recentemente tomadas pelo Banco central não resultaram nos efeitos desejados. Os bancos não concordam com as contas feitas pela equipe econômica. Os maiores bancos do país (Itaú- Unibanco, Banco do Brasil, Bradesco, Santander Real e Caixa) reservaram 7 bilhões para créditos duvidosos e, assim a liberação do compulsório não criou o esperado volume de crédito e redução de taxa no mercado.
Mesmo que o Banco Central tenha baixado o Selic dia 11 de março 2009, os juros do Brasil ainda estão entre os mais altos do mundo. Veja o Custo Brasil 1 abaixo:

Além disso, o spread bancário no Brasil é muito maior de os dos outros países do BRIC (Rússia, Índia e China) como ilustrado no artigo “A different sort of Banker-bashing” The Economist dia 19/03/2009. Custo Brasil 2:

O artigo no The Economist, mencionado acima, se baseou em uma pesquisa feita por IEDI como
mencionado no artigo “Spread” Bancário no Brasil é 11 Vezes o dos Países Ricos - Folha de São Paulo - 01/02/2009 – que explica que o Spread no Brasil é o maior do mundo e 11 vezes o dos países desenvolvidos. Na média do ano passado, isso significa 34,88 pontos percentuais ante 3,16 pontos, de acordo com levantamento feito pelo IEDI (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial) a pedido da Folha.
Esse artigo continua na próxima semana. Aguardem!










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