
No ranking global das taxas, o Brasil é seguido por Madagascar, Paraguai, Peru e Quirguistão. A média simples da taxa das 62 nações em desenvolvimento que integram o relatório do IEDI ficou em 6,55 pontos percentuais no ano passado. A comparação foi obtida a partir de dados sobre o custo do capital para os bancos de cada nação -86 no total- e os juros que cobram, informados pelos governos ao FMI (Fundo Monetário Internacional). Pela metodologia do BC brasileiro, a média do “spread” em 2008 ficou em 26,54 pontos.”
De acordo com o mesmo artigo, FEBRABAN já contestou a metodologia usado pelo IEDI: “a metodologia do IEDI, argumentando que é impossível comparar “spreads” brutos, que embutem custos, tributação, compulsórios e direcionamento de crédito díspares entre países.
Segundo o economista-chefe da Febraban, Rubens Sardenberg, essa comparação só seria possível se o “spread” fosse líquido. “”Spread” bruto é uma conta feita pelo BC, que mede diferença entre taxas captadas [e cobradas] na ponta do consumidor. Vários países não têm direcionamento de crédito, [repasse do] BNDES, agricultura, além de compulsórios”, disse.
Sardenberg reconhece que o “Spread” brasileiro é um dos maiores do mundo, entre outros motivos, em razão de juros altos, escala limitada e dificuldades para recuperação de ativos. Ele também afirma que não falta concorrência no setor e nega que os bancos brasileiros tenham estrutura de custos unitários altos ou que falte expertise na análise de crédito.”
Na “Manhã Técnica”, dia 29/01/2009, Rubens Sardenberg fez uma apresentação sobre o SPREAD bancário no Brasil – os slides estão disponíveis neste link, clique aqui. .
FIESP, em um estudo feito sobre “Custo de Capital e competitividade : Análise de juros e
spread” atualizado em janeiro 2009, concluiu entre outras coisas que o Spread para pessoa jurídica em dezembro 2008 ficou o maior em 5 anos (slides disponíveis neste link, clique aqui).
O Governo busca reduzir os Spreads no Brasil e algumas medidas estão mencionadas no artigo “Novo pacote busca reduzir spreads” no Valor 18/03/2009, onde entre outras medidas mencionadas, a seguinte: “Vamos jogar pesado na concorrência”, adiantou uma fonte qualificada do governo. A ideia é estender a todas as entidades organizadas a possibilidade de assinar convênios dessa natureza, atraindo clientes para os bancos públicos. Com isso, espera-se induzir os grandes bancos privados a também reduzir o custo do dinheiro.”
Nas notícias do Senado Federal, dia 23/03/2009, os Senadores discutiram redução do “spread” bancário com presidentes do Banco Central e da FEBRABAN, para identificar estratégias para reduzir os efeitos da crise.

Dia 14/04/2009, na FGV no Rio (artigo na Folha de São Paulo), o Presidente do BC, Henrique Meirelles disse “ter a expectativa de que as medidas que estão sendo tomadas para a redução do “spread” bancário tenham efeito sobre a economia real ainda neste primeiro semestre. Meirelles ressaltou que os bancos públicos estão se comprometendo a ter uma atuação forte para restabelecer a “normalidade” do nível do “spread“.
“Não há dúvidas que essa tem sido uma preocupação do governo e do BC. Como mostramos, houve um aumento do ’spread’ bancário no mundo todo e o Brasil tomou uma série de medidas””
Chegou o momento de boa vontade das partes envolvidas, Governo, Banco Central e os Bancos, de achar soluções para redução do Spread e mandar o Brasil no rumo de crescimento.
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